Diferença entre seguradoras e cooperativas: cuidado com a escolha

Todo mundo sabe que  manter o seguro de um bem, seja ele qual for, é relativamente caro. Muitos proprietários de veículos no Brasil tem adiado a contratação do serviço por ser inviável naquele momento. Em meio a este cenário, visando baratear o custo do serviço, uma alternativa foi criada pelo mercado: as “cooperativas“. Para que você possa entender as diferenças entre seguradoras e cooperativas e poder decidir a melhor opção para seu veículo e para o seu bolso, vamos explicar como funciona cada sistema.

Diferença entre Seguradoras e Cooperativas

Inicialmente, é importante saber que o seguro auto é oferecido pelas seguradoras, enquanto a chamada proteção veicular é oferecida pelas cooperativas. Fique atento, pois na prática elas são bastante diferentes.

As seguradoras são regulamentadas, as cooperativas não

Uma diferença básica entre as prestadoras de serviço é que as seguradoras e corretoras de seguro são reguladas,  essa fiscalização é realizada pelo Sistema Nacional de Seguros, formado pela CNSP  e a SUSEP. As cooperativas não tem nenhuma legislação particular, nem um órgão fiscalizador.

O seguro oferecido pelas seguradoras e corretores de seguro tem normas de funcionamento e são fiscalizados. No Brasil, o CNSP e a SUSEP foram criadas pensando na saúde do mercado de seguros e garantindo proteção aos consumidores. No caso das cooperativas, não existem normatizações nem autarquias oficiais que supervisionem seu funcionamento nem garantam o cumprimento dos serviços ao cliente.

O seguro cooperativado não é fiscalizado, não segue as regras impostas pela SUSEP e existem sérios questionamentos se é legal ou é uma fraude. A SUSEP considera a prática ilegal e essas organizações não estão autorizadas a trabalhar com seguros. Isto se mantém mesmo que usem outros nomes, como proteção automotiva.

O outro lado:

A Confederação Nacional das Associações de Benefícios Mútuos (Conabem) informa que proteção veicular e seguro são atividades diferentes . Em função disso, estes serviços não podem ser comparados.

No caso da proteção veicular, os beneficiados se juntam para reparar fatos já acontecidos, uma vez que o rateio só acontece após o sinistro, enquanto o seguro cobra para garantir riscos que venham a acontecer. Isso significa que se você tiver problemas ou reclamações no caso de cooperativas, não terá um órgão específico onde reclamar. No caso de seguradoras e corretores de seguro regulares, os problemas mais sérios, podem ser levados a SUSEP, sendo uma maior garantia ao consumidor.

A seguradora e o fundo de reserva

As seguradoras “tradicionais” são obrigadas por lei a ter grande fundo de reserva para garantir indenização ao cliente. Nas cooperativas esse fundo de reserva pode ser limitado diante da demanda.

A SUSEP determina que as seguradoras sejam empresas de capital aberto com grande reserva, isso é determinado para que possam de garantir a indenização dos seus clientes. Eles estão garantidos mesmo quando houver muitos sinistro num mesmo período, isso quer dizer que as seguradoras são obrigadas a ter uma reserva de dinheiro que garanta que sempre poderão indenizar seu cliente.

A falta de regulamentação das cooperativas faz com que não tenha obrigatoriedade de ter um fundo de reserva significativo. Uma cooperativa que não tenha fundos de reserva suficiente poderá não ter recursos para indenizar todos seus clientes se houverem muitos sinistros num mesmo período.

Quais os riscos do seguro de cooperativa

O grande risco do seguro de cooperativa é não receber a indenização, caso, eventualmente, as mensalidades não sejam suficientes para cobrir os sinistros do meses anteriores. Esta precariedade também eleva a inadimplência e provoca maior evasão. Logo, quanto menos cooperados estiverem ativos, menores as chances de receber o valor devido, em caso de acionamento da proteção automotiva.

Diminuindo os riscos ao fazer um seguro de cooperativa

Se você optar por assumir os riscos e contratar uma proteção cooperativada, siga as seguintes dicas:

  • procure um serviço de uma cooperativa que venha apresentando um aumento contínuo do número de associados: quanto mais membros, menor a mensalidade e maior a probabilidade que eles continuem pagando a mensalidade;
  • evite participar de uma cooperativa que tenha um grande número de cooperativados com bens de alto valor ou muito visados para roubo e/ou furto: em caso de sinistro, o valor a ser rateado será maior;
  • procure uma cooperativa que obriga a colocação de bloqueadores pois eles contribuem para diminuir o número de sinistros.

Conclusão:

Na hora de decidir entre seguradoras e cooperativas para contratar o seguro do seu carro, tenha a certeza de que a empresa que está contratando esta autorizada e regulamentada pela Susep e pelo CNSP e evite qualquer problema na hora em que mais precisar da seguradora. Já imaginou descobrir que o suposto seguro não cobre a sua necessidade depois que já tiver acontecido um sinistro?

Conheça mais sobre as várias modalidades de seguro automotivo, além das principais coberturas em nosso blog, clicando aqui.

CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados)

SUSEP (Superintendência de Seguros Privados)

Um comentário em “Diferença entre seguradoras e cooperativas: cuidado com a escolha

  • 06/03/2017 em 08:07
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    O que vejo são pessoas querendo economizar e fazendo seguro de cooperativa, depois quando precisam acionar, ficam descobertos…. O barato sai caro… Veja bem antes de fazer qualquer seguro!!!

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